A Fé na Virgem das Pedras

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Sacudida por ”doenças de mau caráter”, Belém viveu momento de angústia entre 1728 e 1750 com surtos violentos bexiga, sarampo e varíola, que fizeram milhares de vítimas. Nessas ocasiões, os belenenses recorriam a ”Vigem das Pedras”, através de ladainhas e novenas, clamando por proteção divina. A desgraça despertou entre o povo, um fortíssimo sentimento religioso.

Em fevereiro de 1773, Dia das Candeias, o bispo dom João Evangelista convenceu Plácido e seus familiares a consentirem que a imagem fosse remetida a Portugal, a fim de ser ”encarnada”.

O translado da Santa da casa de Plácido até as proximidades do Forte Castelo, foi uma árdua caminhada. Pela primeira vez, realizava-se uma procissão tão longa, em Belém.

A imagem volta de Lisboa, no ano seguinte, completamente restaurada. Dom Evangelista, tomado de forte emoção, convocou os fiéis e todas irmandades católicas, para realizarem uma grande procissão, transportando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré na primeira lua cheia do mês de outubro. Assim, no dia 4 de outubro de 1774, o primeiro bispo a conduziu, acompanhado de todos os padres, do governador e outras autoridades, militares e o povo. Fizeram o percurso que é feito na atualidade, saindo da Cidade Velha. O velho Plácido, então nonagenário, recebeu a imagem de volta, colocou-a em uma capelinha de taipa, caiada por dentro e por fora, coberta com palhas de ubussu. O altar era de madeira.

Após as solenidades, padre José Monteiro de Noronha falou sobre as origens da devoção a Nossa Senhora de Nazaré.

Por Nilson Montoril de Araújo

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