Maria: Mulher, Mãe, Companheira!!

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As comunidades eclesiais de base assim pensam, Maria, mulher, mãe, companheira – Em Maria, mãe de Jesus descobrem o papel de mulher que ela teve na história do povo. Mulher situada no tempo, no espaço, consciente de sua vocação. Mulher contribuição importante e indispensável na história da salvação. É só olhar o relato que Lucas faz de Maria ”como vai se realizar isso?” Eis-me aqui, estou a disposição de Deus;… Foi apressadamente até a casa de Zacarias;… Javé olhou para a humilhação de sua serva; derruba os poderosos do seu trono, eleva os humilhados; socorre a Israel lembrando as promessas que fez aos nossos pais…”

Olhar Maria mulher é: acolher o cotidiano da história com a consciência do Projeto de Deus que quer vida para todos, acolher o cotidiano com a consciência crítica que nos ajuda a ver as ”manobras” humanas que impedem o desabrochar da vida feliz para todos, acolher o cotidiano realizando pequenas ações capazes de construir vidas, alegria. É só lembrar a visita a Israel, a presença nas bodas de Caná, a busca do filho, e o estar aos pé da cruz – Maria Mulher feita de pequenas coisas do cotidiano que revelam Serviço, solidariedade, festa, mudanças; com a consciência que Deus acompanha a história e esta voltando para o ”grito dos pobres…” (Ex. 3,7).

Olhar Maria mãe é: ver Maria que acolhe e zela pela vida, é acompanha-la no seu itinerário de fé junto a Jesus com todos os desafios da ida à Belém, da fuga no Egito, da escuta ”da espada de dor que transpasse o coração”, da busca angustiada do filho, do estar ao pé da cruz e do acompanhar o ”grupo dos de Jesus” na oração e na espera do espírito – Maria mãe, ainda nos impulsiona ao cotidiano, ao zelo pela vida revelada nas pequenas coisas que a vida proporciona – mergulhar na vida zelando e cuidando dela com a certeza que se é colaboradores de um Deus que quer vida. É realizar o sonho do projeto Isaias ”o povo que andava nas trevas viu uma grande luz… nasceu para nós um menino, ele chama-se conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz” (Is 9,1-6) – ”quando elegeu a plenitude dos tempos Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher (Gal 4,4). Olhar Maria mãe é perceber que para nós chegou o tempo de ajudar e construir o reino da luz, da paz, da vida.

Olhar Maria companheira é: sentir e ser envolvidos como Igreja e dar continuidade a missão de Maria, é sentir que ela é companheira e mãe deste povo que ainda ”chora no vale das lágrimas’ mas tem consciência que o Deus Javé, que é pai-mãe, Emanuel e espírito santificador, ainda não abriram mãos do seu projeto de vida para todos de terra sem males, de vida feliz, feita de fartura, de alegria, de festa (Is 65,17-25).

Maria companheira é aquela que acompanha o seu povo que quer gerar vida apesar do medo na luta desigual contra o dragão da morte (Ap. 12,155).

Olhar, venerar, invocar Maria companheira é sentir Maria próxima neste compromisso pela vida, feito de pequenos gestos, de alianças, de desenvolvimento com os e as irmãs que precisam e anseiam por vida.

Que Maria, mulher, mãe e companheira ajude o nosso caminhar eclesial no compromisso com o Reino, com a vida plena e feliz que Deus planejou.

Contamos contigo MARIA.

Irmã Isidora
Congregação Maria Menina/Amapá

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