Vem de Longe a Devoção

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Quando Rodrigo, de Hispania, o último rei visigodo, foi derrotado pelos árabes, em 771, refugiou-se no convento de Cauliana e, ali, conheceu o abade de nome Romano. Perseguido, foi obrigado a fugir para Portugal, lavando consigo o abade e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que todos acreditavam ter sido esculpida por São José, tendo a Virgem Maria como modelo.

A imagem ficou sob a proteção do abade até 23 de março de 716, data de sua morte. A partir daí, foi dada como perdida e somente em 1.116 alguns peregrinos a descobriram escondida entre as pedras, que lhe serviam de proteção.

Entretanto, o fato mais expressivo que serviu para espalhar a devoção a Virgem de Nazaré ocorreu com D. Fuás Roupinho, irmão natural do rei D. Afonso Henrique de Portugal.

Conta-se que, numa manha nevoenta, o nobre montado em seu cavalo começou a perseguir um veado. Acuado, o animal disparou em velocidade e precipitou-se no abismo. Roupinho vendo que seu cavalo faria o mesmo, gritou pela ajuda de Nossa Senhora de Nazaré e foi atendido. O cavalo estancou, voltou-se sobre as patas traseiras para, em seguida, tocar o chão com as patas dianteiras, parando.

Como forma de gratidão, mandou erguer no alto do Monte Siano (São Bartolomeu), na Vila de Nazaré, Portugal, uma capela para abrigar a imagem milagrosa.

A fé dos colonizadores lusitanos motivou a vinda de milhares de imagens de Nossa Senhora de Nazaré para o Brasil.

Por Nilson Montoril de Araújo

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